Fotos e textos


 

Casal à esquerda: Da. Odete e Sr. Antônio Dias Felipe – leia-se Tejofran -, colaboradores mensais da Magdala desde a fundação

 

 

Vereadora Ana Tonelli – presente em todos os eventos da Magdala – e o marido Roberto

FÉ E CLAUSURA

3/7/2011

Os jovens mudaram uma vida


ALEXANDRE MARTINSIrmã Maria Madalena de Jesus Crucificado, priora do Carmelo”Doamos a vida pelo mundo e mesmo separadas fisicamente dele vivemos a vida internamente a favor da Igreja. Por isso a nossa clausura.” Assim, a carmelita Maria Madalena de Jesus Crucificado, priora (que preside) do Carmelo São José, em Jundiaí, define o fato de ficarem separadas do mundo, vivendo em clausura. Há 26 anos irmã Maria Madalena era Cássia Isabel Bellodi. Quando recebeu seu hábito (vestimenta das religiosas), tornou-se Irmã Maria Madalena de Jesus Crucificado, nome religioso que costumeiramente as irmãs adotam ao ingressarem na ordem. Aos 48 anos, a priora comanda cerca de 23 religiosas que moram no Anhangabaú, ao lado da casa episcopal.

Maria Madalena iniciou sua vocação e percebeu o ´chamado´ de Deus quando ainda era moça e participava do grupo de jovens na Vila Arens. Sua irmã mais velha, que a levou ao grupo, ficou surpresa quando Madalena comunicou à família a decisão de ser uma carmelita. Era, na época, estudante de enfermagem. Vinte e seis anos depois, com voz doce, pausada e rosto sereno, Irmã Madalena atendeu a reportagem do Jornal de Jundiaí Regional e contou detalhes de sua vida, Numa manhã fria de junho, atrás do locutório, espaço onde há uma divisão entre o público externo e as irmãs, ela falou por uma hora. Acompanhe os principais trechos da entrevista.

Jornal de Jundiaí Regional: Qual foi a reação de seus pais quando disse que gostaria de ingressar na ordem?
Irmã Madalena: Mesmo sempre frequentando a Igreja, foi difícil para eles, sobretudo por ser o Carmelo. Eles sabiam que haveria um corte brusco com a família, principalmente quanto a presença física, porque não voltamos mais para casa. As carmelitas ficam enclausuradas.

JJ: Teve vontade de voltar para casa sabendo que eles estavam tão pertos?
Irmã Madalena: Por este fato não. Tive períodos de crise, que são normais. Momentos em que a gente sente falta, questiona quanto a nossa vocação, já que a vida aqui é muito diferente.

JJ: E qual foi a reação dos amigos?
Irmã Madalena: Para os amigos também foi difícil. Foram raros os que me apoiaram porque realmente não entendiam a minha decisão. Uma e outra na faculdade, mesmo sem entender, me apoiaram e, claro, os jovens que faziam parte do grupo que eu participava.

JJ: Quando a família pode visitá-la?
Irmã Madalena: A visita sempre foi aberta, tanto que no começo permitimos mais visitas até para que os familiares vejam que ninguém está sendo obrigada a nada. A candidata vê que não há nada forçado. Sentimos muita falta no começo, porque é família, é nosso sangue, mas depois esta relação passa para uma outra dimensão, mais profunda. E depois de certo tempo o primeiro lugar que eles correm quando estão com algum problema é aqui. Até a relação com minhas irmãs ficou mais próxima e mais profunda

JJ: Existiu algum momento em que a senhora pensou em desistir?
Irmã Madalena: Para mim foi no começo mesmo. Os dois primeiros meses foram mais difíceis.

JJ: A senhora já queria ser religiosa?
Irmã Madalena: Na verdade eu nunca pensei em ser religiosa. Foi realmente um momento, a partir de uma experiência de Deus. Eu queria seguir carreira, fazer especialização, até me casar, mas quando comecei a frequentar a comunidade de jovens e tive um contato mais profundo com a Palavra de Deus, percebi que Ele queria algo mais de mim.

JJ: Como é a rotina de trabalho no Carmelo?
Irmã Madalena: O trabalho para nós está inserido no que é essencial na nossa vida, que é a vida de oração. O nosso dia é todo dividido, tudo gira em torno das orações. Levantamos às 4h40 e vamos dormir às 22h30. Não quer dizer que só rezamos durante o dia, trabalhamos também e bastante.

JJ: Alguma oração em especial?
Irmã Madalena: Rezamos toda ´Liturgia das Horas´, que é a oração oficial da Igreja. Como monjas recebemos esta missão. Durante sete momentos do dia, nos reunimos no coro para rezar. Temos também, diariamente, duas horas de oração pessoal.

JJ: Que outros trabalham realizam?
Irmã Madalena: Além de todo o serviço da casa, também trabalhamos para a manutenção do lugar. Fazemos as hóstias, os paramentos, imagens e até velas.

JJ: E nos momentos de lazer?
Irmã Madalena: Temos dois recreios por dia, que são os momentos nos quais nos encontramos para conversar já que durante o dia devemos guardar silêncio. Nossos recreios são muito animados. Durante a semana trabalhamos com costuras, bordados e pinturas. Aos domingos e outros dias de festa, não trabalhamos durante os recreios. Então aproveitamos para jogar peteca, tocar violão e dançar.

JJ: E quanto aos atendimentos à população, como é o procedimento?
Irmã Madalena: O atendimento é feito aqui mesmo, no locutório, no período da tarde. As pessoas nos procuram para pedir orações, orientações e, é aqui, neste espaço, que recebemos nossos familiares. Mas há períodos do ano que não recebemos visitas: durante a Quaresma, o Advento e também no primeiro domingo de cada mês.

JJ: Vocês sentem falta da vida social?
Irmã Madalena: Não. As pessoas podem questionar isto, mas a vocação não é uma questão humana, é um chamado e um dom de Deus. Quando Deus chama Ele dá todas as condições para viver aquela vida. É interessante porque nos sentimos como peixes dentro d´água. Mesmo que no começo a gente sinta saudade. Somos humanas, é natural este sentimento. Mas conforme vamos correspondendo e procurando ser fiel, não sentimos mais esta falta.

JJ: O que é preciso para se tornar uma religiosa?
Irmã Madalena: Toda nossa formação religiosa é passada aqui. Desde o início, quando a candidata entra, passa por um período de adaptação, que chamamos de postulantado. Nesse período ela entra em contato com a vida do mosteiro e já começamos nossa formação. Neste tempo, porém, tem início a formação doutrinal, catequética e bíblica. Depois, se a candidata realmente quiser continuar a vida religiosa, recebe o hábito, com o véu branco, e inicia o Noviciado, ou seja, a vida religiosa de fato.

JJ: Há outro processo?
Irmã Madalena: Sim. A formação se torna mais intensa. Ela tem aulas diárias sobre o carisma da Ordem e continua a formação doutrinal e catequética. Algumas vezes temos até que dar um reforço escolar. Depois ela faz os votos temporários, que são os votos de castidade, obediência e pobreza, por três anos e, depois disto, se entender que é isto mesmo que Deus quer dela, faz os votos perpétuos ou solenes. Ao todo são seis anos de preparação.

JJ: Qual o perfil das meninas que chegam até aqui?
Irmã Madalena: As nossas três atuais noviças são de Jundiaí, Minas Gerais e uma de Rondônia. Elas, assim como todos os jovens, trazem as marcas do tempo: o imediatismo e a instabilidade de um compromisso estável. Temos que trabalhar muito nisso. Elas pensam no presente, querem gozar a vida hoje e viver da melhor maneira possível. No entanto, isto dificulta na hora de enfrentar as dificuldades da vida. A própria dificuldade de lidar com a dor, inclusive a física, com o sofrimento e com a solidão. Temos que trabalhar muito com elas, porém a graça de Deus supera tudo.

JJ: São meninas que vieram por conta própria?
Irmã Madalena: Sim, até porque hoje, quem quer seguir a vida religiosa, tem que procurar por si. Hoje ninguém ajuda a tomar uma decisão como esta.

JJ: A senhora está há um ano à frente do Carmelo, como é feita a escolha da direção?
Irmã Madalena: Chamamos de priora, ou seja, aquela que preside. A escolha é feita por votação secreta. As irmãs capitulares, as que têm os votos perpétuos, são as que votam. Elas se reúnem, sob a direção do bispo, já que é ele que preside o ato. Marca-se o dia e depois é feito o ´capítulo das eleições´. Ninguém quer ser candidata. Na Igreja, autoridade quer dizer simplesmente serviço. Eu acredito que a escolha é feita pela ação do Espírito Santo mesmo, e não porque uma ou outra é a melhor.

JJ: Qual a função de uma priora?
Irmã Madalena: Bom, em primeiro lugar priora é aquela que serve, aquela que está a serviço das irmãs. Nossa legislação diz que a priora serve aos desígnios do Pai em cada irmã, quer dizer, procura verificar por onde Deus está conduzindo cada uma delas e também a comunidade como um todo. Além disso, atende as irmãs que, pelo menos uma vez por mês, tem um contato pessoal com a priora.

JJ: A senhora percebe que as pessoas estão precisando mais de oração, em especial os jovens?
Irmã Madalena: Sim. Os jovens vivem um período da vida em que não tem aquela maturidade suficiente para enfrentar certos desafios. Hoje se vive prescindindo de Deus, como se Ele não existisse. Até acreditam que Ele existe, mas Ele lá e a gente aqui. Daí tanta depressão e suicídio, até mesmo entre os jovens que sofrem as consequências de não acreditar n´Aquele que é o sentido da vida. O próprio papa Bento XVI lembra que os jovens precisam assumir a Fé sem medo, porque isto é que dá sentido à vida. Não é possível prescindir de uma realidade que é o que guia a vida.

SIMONE DE OLIVEIRA

 

VISITA DE DOM VICENTE COSTA, BISPO DIOCESANO

A Pastoral da Mulher/ Associação “Maria de Magdala” recebeu, no último dia 22 de junho, em sua sede, a visita do Bispo Diocesano, DOM VICENTE COSTA.  Dom Vicente veio acompanhado pela Irmã Lucila e por Maria Rosângela Moretti Serra, que coordena a Cáritas Diocesana, e foi recebido pelo Padre José Brombal e assistidas e colaboradores da Pastoral/ Magdala. As assistidas o saudaram com duas canções: “Sai da tua terra” –  Dom Vicente é nascido na Ilha de Malta – e “Noites Traiçoeiras”, que, de acordo com as participantes, retrata a história pessoal de cada uma, ao acolherem o Evangelho. Ao final, foi servido um delicioso lanche preparado pelas assistidas.

Neta de assistida, à espera da visita, em oração

Padre Brombal, Dom Vicente e participantesPadre Brombal e Dom Vicente

Da esquerda apra a direita, Lena, Maria Auxiliadora, Irmã Lucila e Rosângela

Conversa de Dom Vicente com as mulheres

Abençoando os lanches

PASTORAL DA MULHER/ MAGDALA foi a responsável pelo Coffee-Break no lançamento do livro “Trevas ou Luz” de Dom Joaquim Justino Carreira, Bispo Auxiliar de São Paulo – região de Santana. Dom Joaquim, quando Sacerdote em Jundiaí, ajudou a implantar a Pastoral da Mulher, da qual foi assessor de outubro 1982 a maio de 2005. O livro “Trevas ou Luz” foi lançado na Cúria de Jundiaí em 17 de junho, a convite do Bispo Diocesano, Dom Vicente Costa.

Quituteiras da Magdala

Quituteiras da Magdala com o Bispo Diocesano Dom Vicente Costa

Quituteira com com Dom Vicente Costa

Dom Joaquim, que foi assessor espiritual da Pastoral da Mulher/ Magdala de 1982 a 2005

O casal Deborah e José Roberto Orlando, tendo ao meio a assessora Perla. A Família Orlando financiou e participou da organização do Coffee-Break

Congo: militares condenados por abuso sexual
Em 2009, houve mais de 8 mil estupros de mulheres, bebês e idosas

ROMA/GENEBRA, terça-feira, 22 de março de 2011 (ZENIT.org) – Numa nota datada de 28 de fevereiro, o Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS) informou que 9 oficiais do Exército da República Democrática do Congo (RDC), acusados pelo estupro de 60 mulheres, foram condenados a penas entre 10 e 20 anos de cadeia, por um tribunal militar do país centro-africano.

Esta é a primeira vez que algo assim acontece, depois de anos de denúncias da prática deplorável de estupro sistemático como arma de guerra e de intimidação.

As mulheres envolvidas nesta condenação foram estupradas na noite de 1º de janeiro, na aldeia de Fizi, a cerca de 30 quilômetros de Baraka, na província oriental de Kivu Sul. Testemunhas disseram que a maioria da companhia, formada por cerca de 150 soldados e instalada em Fizi, participou do delito.

O julgamento foi realizado em 21 de fevereiro, na aldeia de Baraka, junto ao lago. Esta é a primeira vez que um oficial é levado aos tribunais por um crime deste tipo. Um tenente-coronel, dois majores e um alferes foram condenado a 20 anos por “crimes contra a humanidade, na forma de estupro e outros atos terroristas e desumanos”.

Em geral, o leste da RDC é uma região extremamente insegura. Somente em 2009, estima-se – informa o JRS – que foram cometidos pelo menos 8.300 estupros, entre os quais o de um bebê de um mês, assim como o de mulheres idosas.

Mais ao norte, nos territórios de Masisi e Rutshuru, onde está o SJR, a população local também fala sobre seus medos e sua desconfiança do exército nacional e dos grupos rebeldes.

“Masisi talvez seja a capital mundial dos estupros. No acampamento de Bukombo, para pessoas deslocadas internamente, com uma população de 2.500 pessoas, houve 10 estupros somente nas primeiras seis semanas de 2011: 1 em cada 10 mulheres por ano. Tais estupros são cometidos por homens “não identificados, fardados, armados”, disse o representante do JRS ao Escritório de Direitos Humanos da ONU, sediado em Genebra, Michael Gallagher SJ.

O JRS executa uma vasta gama de projetos de educação, formação profissional e geração de renda no leste da RDC. Além dos serviços educacionais para crianças, há apoios específicos aos grupos considerados mais vulneráveis: idosos, doentes, órfãos e vítimas de violência sexual e de gênero.

As mulheres deslocadas em situação de vulnerabilidade receberam formação profissional em costura e foram alfabetizadas. Os produtos fabricados por elas são vendidos em escolas apoiadas pelo SJR.

Além disso, a entidade humanitária dos jesuítas organiza workshops de formação de professores, distribui material escolar e reconstrói escolas. A reconstrução de escolas é realizada em colaboração com a população local, que, em troca de materiais e conhecimentos, oferece o seu trabalho.

(Nieves San Martín)

 

Carta Aberta da Turma GH1, Instituto Insikiran: “União dos Povos Indígenas contra o tráfico de seres humanos em Roraima” 

23/02/2011 17:06

Nós alunos do curso de Licenciatura Intercultural do Instituto Insikiran – UFRR, turma GH1, pertencentes aos povos Macuxi, Wapichana e Ingaricó, entendemos que o tráfico humano é uma questão grave, que tem acontecido em Roraima, sob nossos olhos, aliciando meninas indígenas que são traficadas e barbaramente exploradas sexualmente. Os aliciadores conquistam a confiança das famílias fazendo-se passar por pessoas generosas, boazinhas, oferecendo-lhes carona, empregos lucrativos que envolvem viagens. As ofertas de trabalho geralmente são em Manaus, Guiana, Venezuela ou Suriname.

Por isso, nos organizamos e pensamos que para enfrentar o tráfico de pessoas é necessário, sobretudo, ousadia e mostrar que existe uma sociedade organizada capaz de proteger suas crianças, adolescentes e mulheres contra a exploração e expropriação de sua dignidade humana.

Não podemos nos omitir diante dos levantamentos que apontam Roraima como rota internacional do Tráfico, onde a população indígena aparece com maior vulnerabilidade! Somos educadores e iremos agir fazendo diversas atividades para mobilizar as populações indígenas para essa realidade.

Antes da chegada dos não índios, nós podíamos desfrutar de nossas riquezas naturais e das belezas aqui existentes, sem que tivéssemos que nos preocupar com a exploração e o trafico de pessoas. Hoje, os aliciadores usam os sonhos de falsa riqueza, as ilusões criadas pela população não indígena e fortalecida pela televisão de que uma vida feliz é uma vida com muito dinheiro, longe da família e de sua Terra Mãe. Com simpatia, seduzem as pessoas e as levam para longe onde desaparecem… Eles aprisionam as pessoas, roubam seus documentos e as escravizam de maneira desumana.

Já lutamos e conquistamos nossa Terra Mãe Livre! Agora lutaremos por nossas crianças, jovens e mulheres que são o nosso futuro. Para isso, escrevemos essa carta que propõe que lideranças, escolas, comunidades saibam o perigo que o tráfico de pessoas representa e se organizem, denunciem e protejam seus jovens.

Solicitamos das autoridades maior atenção aos dados de Tráfico de pessoas em Roraima e à Secretaria de Estado de Educação de Roraima a inclusão dessa temática como meta prioritária no Plano Estadual de Educação.

http://www.indiosonline.org.br/novo/carta-aberta-da-turma-gh1-instituto-insikiran-“uniao-dos-povos-indigenas-contra-o-trafico-de-seres-humanos-em-roraima

 

INDÍGENAS VÍTIMAS DE EXPLORAÇÃO

 

Indígenas vítimas de exploração doméstica e sexual e de tráfico humano em Roraima.

Nós, representantes da Pastoral Indigenista e da Sociedade Civil Organizada de Roraima, do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes e da Comissão Internacional de Encontros de Fronteiras das Igrejas Católicas de Brasil, Venezuela e Guiana Inglesa, defendemos a vida e somos contra todo tipo de violência e escravidão.

Apoiamos a iniciativa do Instituto INSIKIRAN e afirmamos que as denúncias que os alunos dessa instituição relatam na carta são verdadeiras. A escravidão e a injustiça contra os povos indígenas ainda existem neste Estado. Nos últimos anos, tem aumentado o número de casos de vítimas da exploração doméstica e sexual e do tráfico humano e existem casos de jovens indígenas que são exploradas, aliciadas por pessoas da Guiana Inglesa e da Venezuela e traficadas para os Estados Unidos da América. O estado de Roraima foi identificado como rota caribenha, onde as meninas são levadas também para a Europa.

Afirmamos também a dificuldade das autoridades competentes, quanto à abertura do processo investigativo, seja pela deficiência de estrutura e incompetência, para dar uma resposta efetiva à sociedade roraimense, devido à ausência de provas suficientes. Além de Roraima encontrar-se entre duas zonas de fronteiras, Guiana Inglesa e Venezuela, ambos os países possuem garimpos ilegais, locais de prostituição e drogas, sendo fácil o acesso aos dois países.

Não basta ter terra demarcada e homologada sem a garantia dos direitos constitucionais mais fundamentais: a vida e a liberdade das pessoas. Em quarenta anos de luta organizada, o movimento indígena de Roraima tem conseguido a demarcação e homologação da maioria de suas terras, faltado apenas Anaro, Lago da Praia e Arapuá. Porém, ainda há muito caminho a percorrer e novos desafios a enfrentar. “A luta continua!”.

24 de março de 2011.

Assinam a nota:

Pastoral Indigenista de Roraima
Sociedade Civil organizada de Roraima
Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes
Comissão Internacional de Encontros de Fronteiras das Igrejas Católicas de Brasil, Venezuela e Guiana Inglesa.

[Fonte: Conselho Indigenista Missionário – Cimi].

 

Padre Brombal, Dom Vicente e participantes

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